domingo, 15 de junho de 2008

ALMA FEMININA



Costumo utilizar muito a expressão “alma feminina”. Empresa com alma feminina ... homem com alma feminina... máquina com alma feminina... cerveja com alma feminina... vinho com alma feminina... Outro dia li que Paris e Rio de Janeiro são cidades com alma feminina.

A mulher moderna, principalmente a metropolitana, está se esquecendo da sua alma feminina. O dia-a-dia nos obriga a isso, seja no ambiente de trabalho, em casa quando temos que fazer o papel de pai e mãe ou nos variados serviços que antes eram “resolvidos” por nossos maridos/pais/irmãos e que agora são realizados por nós. Cada dia nos masculinizamos mais. Quando percebemos, lá estamos nós, convencidas que assim ganharemos nosso lugar no mundo.

Em geral, mulheres que ocupam cargos de chefia ou liderança, embrutecem, tentando se impor através de atitudes tipicamente masculinas. Vejo isso na grande maioria que ocupa esse tipo de cargo. Não precisamos imitá-los; temos a nossa própria lógica. Todos nós humanos temos os dois lados: masculino e feminino. Devemos usá-los no momento certo, com equilíbrio, não deixando um sobrepor o outro. Não será vestida de terno e gravata ou “terninho” que iremos melhor impor nossas idéias.

Muitas vezes deixamos nossa feminilidade de lado e quando percebemos, ou não, estamos brigando, xingando, passando por cima de pessoas, coisas, situações como verdadeiros tratores, deixando sentimento e sensibilidade de lado.
Perdemos muito com isso. Perdemos nossa essência.

Força e truculência não conquistam espaços. Eles estão aí é podem ser ocupados por nós com inteligência e doçura.

Não precisamos lutar contra os homens (gênero) e nem nos igualar, mas sim convivermos em harmonia, indo em busca de resultados idênticos, mesmo por caminhos diferentes, respeitando as nossas origens. Temos os nossos próprios recursos, que são fortíssimos e poderosos. Podemos ser firmes e audazes sem perder a ternura.

Então, por que nos deixamos convencer que, para obtermos sucesso em nossas vidas, temos que colocar uma armadura e fingirmos que não somos mulheres?

Cuidamos das nossas famílias e lares, usando bom senso, inteligência e, principalmente, amor (palavra masculina com alma feminina). E por que não estendermos isso ao mundo corporativo ou qualquer outro?

Um mundo com alma feminina seria beneficiado com menos guerra, menos violência, menos conflito, onde os homens (seres humanos) cuidariam mais do seu próximo, sendo, essencialmente, solidários e conciliadores.

Conclamo as mulheres a resgatarem sua feminilidade, sendo inteiras. Temos o dom da vida, somos luz, somos pura energia.

MULHERES, ENTERNEÇAM... SEMPRE!

sábado, 8 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher




Sempre me incomodou receber “parabéns” no Dia Internacional da Mulher.

Poucas vezes reagi para não magoar ou ferir a pessoa, que carinhosamente estava me cumprimentando. A maturidade soltou um pouquinho a minha língua e, com aqueles que tenho mais liberdade, expresso meu desejo de que ele faça isso todos os dias do ano, pois eu mereço !

Não quero receber “parabéns’, nem flores, apesar de amar recebê-las. Desejo que esse dia seja lembrado pelo verdadeiro propósito que representa. É um dia em que reforçamos a nossa luta pela igualdade e conquistas, chamando a atenção para aquelas mulheres que ainda sofrem com a opressão e violência masculina.

Hoje não é o Dia da Mulher, é o dia de reavaliarmos uma luta de milhares de anos de desigualdade, desde que o homem percebeu que era ele quem a fertilizava. A partir disso, o seu comportamento tornou-se autoritário e arrogante, diminuindo a importância da mulher.

Definitivamente não somos o sexo frágil e sim dotadas de uma sensibilidade exacerbada, que aflora nossos sentimentos, confundidos com fraqueza. De fraca não temos nada, pois mesmo sendo preteridas, tratadas com humilhação e considerações de inferioridade, honramos nossas famílias, filhos e lares.

Aceitarei os “parabéns” daqueles que reconhecerem todo nosso esforço por um mundo melhor e de paz, onde as pessoas se respeitem, independentemente do seu gênero, credo, cor e qualquer tipo de deficiência.

Cabe a nós, mães de seres do sexo masculino, ensiná-los a amar e respeitar as mulheres, reduzindo, assim, as diferenças.